Mentores e tutores são pouco usados no Brasil

As empresas japonesas estão entre as mais eficientes do mundo, especialmente aquelas que usam o modelo flexível de produção, mais conhecido como “toyotismo”. O que pouca gente sabe é que essas empresas utilizam de modo sistemático o mentor ou o tutor para aclimatar novos colaboradores, algo que é pouco praticado no Brasil.

Nas empresas que utilizam esse método, um empregado mais velho é destacado para ser o mentor ou tutor do empregado que chega, prestando desde pequenas informações sobre procedimentos básicos, mas também dando ao recém-chegado orientações preciosas sobre a cultura e como evoluir na carreira.

Essa prática é preciosa por várias razões: em primeiro lugar, a empresa valoriza o funcionário que está há mais anos na empresa, mostrando a ele que ele é um legítimo representante da cultura da organização, tão valioso que a empresa dá a ele a missão de acolher um novo colaborador.

Por outro lado, facilita a vida de quem chega e evita que ele cometa erros bobos, que terminem por colocar em risco a permanência dele na organização. Bons tutores ou mentores ajudam também na formação dos novos empregados, dando a eles orientação sobre cursos e aperfeiçoamentos importantes, que ele não pode deixar de fazer.

É claro que antes de destacar alguém como tutor u mentor, a empresa precisa preparar e qualificar essas pessoas para a tarefa, uma vez que nem todos estão preparados para cuidar de gente. Veja mais no vídeo abaixo.

Luciana Tegon é Presidente da Tegon Consultoria, empresa especializada em recrutamento e seleção para grandes empresas, bem como pela gestão de programas de trainees baseados na adaptação à cultura da empresa. Luciana também é sócia do Vagas Online, Headhunter e Master Coach.

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