Redes Sociais: Ferramenta para o bem e para o mal

As redes sociais se tornaram uma vitrine, através da qual se pode acompanhar o que as pessoas fazem, pensam ou compartilham. Ao mesmo tempo, pode ser uma vidraça para quem se expõe no ambiente virtual sem medir as consequências. E nesse território onde não há divisão entre público e privado, patrões e recrutadores estão de olho no que os profissionais compartilham e nas possíveis repercussões que podem ser geradas.

A coach executiva Luciana Tegon diz que as redes sociais também podem trazer benefícios para quem souber tirar bom proveito delas.

Segundo Luciana, pessoas engajadas em causas de voluntariado, em ONGs de animais, campanhas de agasalho, que praticam esportes, fazem jardinagem, por exemplo, são bem vistas pelo mercado de trabalho, que vê como positivo o que elas fazem quando estão fora da empresa.

Luciana Tegon orienta quem procura emprego a fazer um pente fino em suas redes sociais, pois elas podem definir a escolha do candidato para a vaga — Foto: Arquivo pessoal
Luciana Tegon. (Foto: Arquivo pessoal).

Luciana Tegon orienta quem procura emprego a fazer um pente fino em suas redes sociais, pois elas podem definir a escolha do candidato para a vaga — Foto: Arquivo pessoal

Luciana conta o caso de uma secretária bilíngue que se destacou no processo seletivo porque em sua rede social ela mostrava seu trabalho voluntário num lar de idosos. “A rede social é uma ferramenta, que pode ser usada para o bem ou para o mal.”

A coach executiva recomenda a quem for procurar emprego que antes revise seus posts nas redes e faça os ajustes necessários (veja dicas abaixo).

Luciana conta o caso de um candidato que tinha um currículo excelente, com fluência em três línguas e longa experiência profissional. Mas nos últimos 6 anos tinha trocado de emprego três vezes, o que dava indícios de ser um profissional instável. Esse argumento se comprovou quando os recrutadores verificaram seu comportamento nas redes sociais. Segundo ela, ele não tinha medida com bebida alcoólica e frequentava lugares que não condiziam com a função que ele ia exercer na empresa. Acabou não sendo contratado.

“A gente olha o conjunto de coisas, o que a pesquisa mostra, se tem comportamento adequado ou inadequado”, resume.

Entrevista concedida ao G1. Acesse o link para ler a matéria inteira

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